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como criar um personagem - parte 2



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E aí, pessoal!

De volta ao AtomicDesign! No post anterior, o blog mostrou as primeiras etapas de criação do visual de um personagem ou mascote, utilizando o Photoshop.


Esta segunda etapa, mostrarei como faço para definir melhor o traço de meus desenhos e como dou "aquele" acabamento especial para a profundidade. Tudo da forma mais rápida e prática possível. Vamos lá!

Etapa 4: Definindo os Traços

Na etapa anterior, tínhamos todo o conceito visual da personagem já estabelecido.


Agora, o objetivo é tornar as linhas do desenho mais precisas. Um caminho fácil de ótimo resultado é usando o Adobe Illustrator.

Para isso, ainda no Photoshop, seleciono apenas a àrea do Layer com traços pretos, sem as cores, que foi duplicado na Etapa 3. Copio (Cntrl + C) e, já no Illustrator, colo (Cntrl + V) a figura.

Seleciono a imagem em preto e branco já colada no Illustrator. Uma barra com várias opções aparece na parte superior do programa. Na versão CS5, a melhor forma de definir os traços é clicando na setinha para baixo, ao lado de Live Trace, assim como na figura abaixo. Escolho Tracing Options.



Após isso, aciono o Preview e faço os ajustes necessários com as opções disponíveis até que o desenho fique com a suavidade que almejo. Atente-se para opção Blur, que tira o ruído da linha, mas aumenta sua espessura; e para opção Path Fitting, que suavisa os pontos quebrados. Não deixe de acionar o item Ignore White.


A partir daí, é importante fazer alguns ajustes nas arestas da imagem com defeito. Clico em Expand, que aparece novamente no menu superior, e utilizo o Pen Tool (tecla "P") para arrumá-las.

A imagam abaixo compara os traços de antes e depois da edição no Illustrator.



Etapa 6: Aplicando as Cores


Esta etapa é uma das mais rápidas. Mais uma vez, duplico as linhas pretas geradas no Illustrator, e usarei o mesmo procedimento da Etapa 3 para colorir a personagem com as cores já pré-estabelecidas.


Etapa 7: Luz e Sombra

Finalmente, chego ao acabamento do desenho. Utilizo layers distintos, um para as "sombras" e outro para as "luzes".

Na camada de sombras, aciono a opção Overlay e, com o Brush Tool, pinto de preto as áreas escuras. Para colocar o Layer em Overlay, observe a figura abaixo.


Dependendo do efeito desejado, posso usar ou não opacidade tanto na camada quanto na pressão do pincel (Brush Tool).

No Layer para as luzes, a mesma coisa. Aciono Overlay, escolho a cor branca para o pincel e defino algumas áreas com maior incidência de luz.

... e pronto! Nossa personagem está finalizada, com traços bem definidos, cores, luz e sombra.


Qualquer dúvida, entre em contato comigo pelo e-mail luisaugustoprates@gmail.com ou através dos Comentários aqui do blog.

Até a próxima, no AtomicDesign!

como criar um personagem - parte 1



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Fala, galera!

O AtomicDesign está com um post de tema inédito!
Desta vez, mostrarei, passo a passo, como faço para desenvolver um personagem direto do computador, sem o uso de papel, lápis ou qualquer outra ferramenta que não seja digital.


Geralmente, uso dois programas básicos da Adobe: o Photoshop e o Illustrator.

Para criar direto do computador, recomendo o uso de um tablet para desenho. Os melhores são da marca Wacom, muito reconhecida no mercado (www.wacom.com).

O modelo que uso é o Cintiq 12WX, que é sensacional! Ele me permite desenhar direto na tela, aproximando-se do desenho livre no papel.


Sem mais delongas, vamos às etapas:

Etapa 1: Esboçando



Abro o Photoshop e começo a desenhar livremente várias formas a fim de encontrar uma ideal. Utilizo um pincel (Brush) suave e com um pouco de opacidade, pois minha intenção é apenas esboçar. Neste caso, estava criando uma personagem pré-adolescente do sexo feminino.

Com as proporções e formatos pré-definidos, crio uma segunda imagem que seria do perfil. Como tinha pressa no material, acabei descartando o desenho da garota de costas, mas o ideal seria fazê-lo.

Etapa 2: Definindo


Neste momento, escolho um pincel com maior definição (100% preto) e começo a desenhar os detalhes da garota da forma mais precisa possível, mas sem a obrigatoriedade da perfeição, pois irei retocar o traço posteriormente.

Importante esclarecer que os traços mais definidos estão em uma camada (layer) acima dos traços de esboço da Etapa 1, no Photoshop.

Etapa 3: Escolhendo as Cores


A partir daí, duplico o layer com traço definido. Volto ao layer original (abaixo) e não mexo no layer duplicado (acima), pois precisarei reajustar os traços posteriormente.

Escolho a ferramenta "baldinho" do Photoshop (Paint Bucket Tool) para pintar o desenho.
Esta etapa é só para escolher as cores, portanto, não me preocupo muito se as cores estão saindo do lugar. Troco de cores algumas vezes até obter a composição desejada. Pronto! A concepção visual da personagem está finalizada.

... e por enquanto é só, pessoal.
No próximo post mostrarei como faço para finalizar o desenho, tornando as linhas bem definidas e a imagem com profundidade, através do uso de luz e sombra. Até breve!

Portfólio



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Para Nossa Alegria

E aí, pessoal? Fiquei um bom tempo sem atualizar o Atomic. Vida de designer também não é mole (rsrsrs). Agora é hora de recuperar o tempo perdido. Vamos lá para mais um trabalho de meu portfólio que gostaria de comentar.


Inspirado no sucesso do vídeo "Para Nossa Alegria", o mascote da concessionária Sperta Moto, Spertinho, pegou seu violão e resolveu cantarolar a música gospel "Galhos Secos", assim como fizeram os afinadíssimos Jefferson, Mara e Suellen. Caso queira rever o vídeo, só clicar aqui.

Sem dúvida com a boca três vezes maior que a original e com muita alegria, foi assim que o personagem ficou:


Toda essa brincadeira na verdade foi o lançamento de um conjunto de peças publicitárias diferenciadas para o Sperta Moto, concessionária Honda com sede em Araçatuba/SP. O material foi desenvolvido pela equipe da agência Pontual Propaganda, da qual faço parte, nesse mês de Abril (2012).

Qualquer tipo de anúncio que utiliza-se de um acontecimento ou fato corrente para atrair a atenção do público é classificado como uma Ação de Oportunidade, sendo uma prática comum no mercado publicitário. A PepsiCo, por exemplo, também aproveitou-se da repercussão do "Para Nossa Alegria", desta vez para divulgar sua página no Facebook. Detalhes no site da Revista Info, clicando aqui.

Para conhecer mais sobre o mascote Spertinho, clique aqui.

Moral da história: profissionais em comunicação devem, sim, ficar atentos às movimentações nas redes sociais. Elas podem gerar boas ideias. Até a próxima!

Portfólio



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Spertinho, um mascote de atitude

Olá, pessoal que está acompanhando o Atomic!
O assunto do post de hoje é sobre um dos mascotes mais populares da região noroeste paulista, com quem trabalho há mais de sete anos: o Spertinho, "garoto-propaganda" da Sperta Moto, uma das mais representativas concessionárias da região.


O grande desafio no desenvolvimento de um mascote é tranformá-lo, não somente em um elemento atrativo visualmente, mas em um personagem carregado de simbolismos e com sua própria personalidade, para que se torne um aliado poderoso da marca.


Quando entrei na Pontual Propaganda (www.pontualpropaganda.com.br), o Spertinho tinha acabado de nascer. Possuía muitas das características mantidas até hoje, como seu grande capacete vermelho, a roupa nas cores da bandeira brasileira e seu sorriso simpático e amistoso. Abaixo, algumas cenas com seu visual original (Clique na imagem para ampliá-la).


Gradativamente, o personagem tornou-se mais jovem, consequentemente mais maduro e cheio de atitude.


Hoje, ele está ainda mais esperto, aventureiro e esportivo. Leva a vida com muita diversão e, ao mesmo tempo, com muita responsabilidade. Tem um estilo próprio, uma jaqueta estilosa e um tênis robusto.


Vive atento às novas tecnologias e antenado com o acontecimentos globais. Jamais deixa de curtir suas viagens e passeios de moto. Está sempre de bom humor e de bem com a vida.


Abaixo, algumas curiosidades do "mascotinho". Tenham todos um ótimo novo ano! Até breve!

Curiosidades sobre o Spertinho:
• Ficou peladão para a campanha "Sperta Taxa Zero. Tiramos tudo" em 2006;
• Aprendeu a tocar guitarra com um personagem conhecido do cinema e das histórias em quadrinhos: Scott Pilgrim;
• Trabalhou como figurante em "300 de Sparta". Você não o viu?''




• Adora os filmes da série Missão Impossível e James Bond;
• Possui um irmão gêmeo que não sai da água: o Spertinho Náutico.


O Poder dos Mascotes II



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Fala, galera!

Bem vindo à segunda parte da série "O Poder dos Mascotes", que você acompanha aqui no AtomicDesign.


Com o conceito já explicado no post anterior, o Atomic passará, a partir de agora, a abordar temas mais atuais sobre o uso de mascotes na comunicação, incluindo alguns tabus.

Um dos assuntos mais discutidos sobre o tema diz respeito à utilização dos personagens como instrumento de persuasão e manipulação do público infantil. O famoso Ronald McDonald, por exemplo, tem sido acusado de promover a obesidade entre as crianças nos Estados Unidos, que segundo a Folha de São Paulo, triplicou nos últimos 30 anos. Por esse motivo, centenas de médicos americanos estão exigindo a morte do palhaço. Em sua defesa, a companhia de sandwiches se manifestou: "Ronald é um embaixador a serviço do bem, que dá mensagens importantes às crianças sobre segurança, alfabetização e um estilo de vida ativo e equilibrado". Por enquanto, o mascote continua a ativa, mas o fato tem gerado polêmica entre a população e medo nas empresas. Prova disso, ocorreu com a rede Burguer King, que aposentou seu personagem, "The King", conhecido pelas suas campanhas polêmicas, e passará a ter as mães como foco em sua comunicação.

Será o fim do palhaço mais famoso do mundo?

The King, o assustador mascote do Burguer King não estará mais nas próximas campanhas.

Afinal de contas, os Mascotes são tão "perigosos" assim?


Não é a toa que mercado brasileiro de produtos infantis movimenta mais de 50 bilhões de reais e encontra-se entre os três mercados mundiais voltados a esse público.

O consultor especializado em marketing infantil, Arnaldo Rabelo, afirma que alguns estudos mostram que as crianças podem associar corretamente um personagem ao produto a partir dos quatro anos. A compreensão de uma marca tradicional, sem personagem, ocorre apenas três anos mais tarde, no período em que é alfabetizada. Segundo ele, os mascotes continuam sendo objeto de interesse até os nove ou 10 anos, até que sejam substituídos por ídolos, como artistas e atletas.

De fato, a falta de maturidade das crianças as tornam suscetíveis à manipulação de grandes corporações. Para elas, os personagens que aparecem nos comerciais são como aqueles dos desenhos animados e das historinhas infantis.

Porém, o AtomicDesign defende que o problema não está no mascote em si, mas na empresa responsável por ele. Se há algo de errado com o McDonald's não é o pobre do Ronald, mas os produtos calóricos que a ele estão vinculados. Além disso, é impossível excluir o público infantil de relações de consumo, até porque é a forma como nossa sociedade está organizada. O Portal Cultura Infância, que debate sobre questões do universo infantil, conclui: "... o consumo está presente em todos os aspectos de nossas vidas. Não queremos aqui excluir o público infantil de todas as relações de consumo... o que deve haver é uma reflexão acerca de como está ocorrendo a formação das crianças".

Estes motivos mostram claramente a responsabilidade do Marketing, que vai além da venda concreta de um produto, mas também compreender as necessidades e o perfil de seu público, incluindo suas limitações, seu bem-estar e sua felicidade.

... e quantas crianças já foram felizes ao lado do guloso Super Mario, do veloz coelhinho Nesquik e do corajoso Tigre Tony ("Desperta o Tigre em você").


Ronald McDonald
o palhaço mais famoso do mundo mais parecia um monstro


Muitas pessoas terão mais um motivo para odiar Ronald McDonald. Quando surgiu, em 1963, marcando presença nos restaurantes da rede americana McDonald's, possuía um visual completamente bizarro. Inspirado nos produtos da marca: o chapéu era uma bandeja com hambúrguer, milk shake e um saquinho de batata frita, o nariz era um copo e os sapatos pareciam-se com pãezinhos. A revista Time o classificou como um dos mascotes mais assustadores já criados. Não é?


Antes de sua criação, o merchandising do McDonald's era exibido no programa do palhaço Bozo, o que motivou a rede a criar seu próprio personagem (Wikipedia).

Em suas primeiras aparições na TV, dizia: "Eu gosto do que meninas e meninos gostam de fazer, especialmente quando é para comer um delicioso hambúrguer do McDonald's". Hoje, a frase pode aparentar um duplo sentido, mas deve-se considerar a inocência da época.

No Brasil, estreou em 1979, quando o primeiro restaurante foi inaugurado no Rio de Janeiro.

Segundo o livro Fast Food Nation (2001), 96% das crianças americanas são capazes de reconhercer o palhaço, classificando-o como tão conhecido quanto o Papai Noel.

Uma curiosidade é que o ator Sandro Rocha, que fez o papel do major corrupto Rocha no filme Tropa de Elite 2: Agora o inimigo é outro, já trabalhou fantasiado como Ronald nas promoções do McDia Feliz.


Mais uma vez, obrigado por acompanhar o Atomic. Até breve!


Referências:
• Burguer King aposenta seu mascote (Link: http://consumismoeinfancia.com/29/08/2011/burguer-king-aposenta-mascote/)
• Site de Arnaldo Rabelo, especialista em marketing infantil (Link: http://www.marketinginfantil.com.br/)
• Portal Cultura Infância discute o uso de mascotes direcionados às crianças (Link: http://www.culturainfancia.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=852:o-uso-dos-mascotes-como-instrumento-para-promover-a-cultura-do-consumo-na-infancia&catid=132:artigos-e-teses&Itemid=167#_ftn11)
• Os Mascotes mais assustadores (Link: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201108261650_TRR_80111043#tphotos)
• 10 Mascotes que ajudaram a popularizar as marcas (Link: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/10-mascotes-que-ajudaram-a-popularizar-as-marcas?p=3#link)
• Um pouco sobre Ronald McDonald na Wikipedia (Link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_McDonald)

O Poder dos Mascotes I



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Eles são carismáticos, despertam atenção tanto dos mais novos, quanto dos mais velhos. Emocionam, explicam, atravessam inúmeras gerações sempre com um sorriso estampado, convencidos de que oferecem o melhor produto do mercado. 

Claro que me refiro aos queridos mascotes, que cativam as pessoas nas inúmeras campanhas publicitárias onde se apresentam.

O AtomicDesign inicia aqui uma série de postagens referentes a eles, apelidada de “O Poder dos Mascotes”. A intenção é explorar este universo tão complexo e muitas vezes pouco discutido pelos profissionais de marketing e design. Em cada post, serão abordadas questões relacionadas a esses personagens e, por fim, será selecionado um, entre os mais queridos pelo público, para uma breve análise, contando um pouco de sua história.

Mas afinal, o que são mascotes?

Inicialmente, a palavra mascote era usada para designar qualquer coisa que trouxesse sorte e(ou) felicidade. Segundo o Dicionário Online de Etimologia1, o termo mascote é de origem francesa e deriva da palavra masco (mágico). Popularizou-se com o teatro musical La Mascotte de 1880 (The Mascot, em inglês) onde foi atribuído o sentido de “boa sorte”.

Somente no final do século XIX, surgiram os primeiros mascotes no mercado publicitário, quando houve uma evolução nas técnicas de impressão, permitindo a utilização de imagens junto aos textos publicitários (segundo artigo de Gonçalves Gomes2 , especialista em Artes, Design e Comunicação).

A partir daí, o nome mascote começou a ser atribuído para toda pessoa, animal ou objeto animado que representa uma marca ou uma empresa.

Em seu artigo, Gonçalves Gomes ainda cita que no período pós-guerra o consumo de produtos disparou e não havia tantas possibilidades na área de comunicação para as empresas divulgarem seus produtos. A publicidade em televisão, por exemplo, apenas engatinhava. Para atrair a atenção dos consumidores, a estratégia que muitas destas empresas adotaram foi a de humanizar seus produtos. Como? Fácil! Se eu vendo pastas de dentes, por que não transformar elas em personagens com perninhas e bracinhos? E assim foi feito. A Procter & Gamble, por exemplo, adicionou músculos de atleta em seus produtos de limpeza e os “hamburgers” da McDonald’s ganharam bocas e olhos.


Rapidamente as pessoas se atraíram por estes primeiros mascotes e, a partir daí, a concepção das personagens tornou-se muito mais elaborada. Eles passaram a ter diferentes aspectos físicos como formas, expressões e até mesmo timbres de voz, e diferentes aspectos psicológicos como personalidade, estilo de vida e comportamento.  Nesta época, verdadeiras celebridades foram criadas, tais como o tigre Tony, da Kellogg’s, e o Sony Boy, da japonesa Sony. Um novo conceito estava surgindo, o mesmo utilizado até hoje.

Tony da Kellogs. Visual original seguido de seu visual contemporâneo.

Sony Boy, da Sony.

Os mascotes passam a ser não apenas um instrumento para atrair atenção e humanizar um produto, eles têm como função humanizar uma marca através de vínculos afetivos e cognitivos. Passam a ser a representação física da marca e de seus valores, com forte apelo emocional.

No próximo “O Poder dos Mascotes” será abordada a relação destes mascotes com o público mais sensível a eles: as crianças. Mas antes, vamos mergulhar um pouco no universo de um dos pioneiros e mais significativos personagens publicitários.

Bibendum, o Boneco Michelin
de burguês fumador ao simpático super-herói


A francesa Michelin é uma das marcas mais tradicionais e conceituadas do mercado, um verdadeiro exemplo de alta tecnologia e de segurança desde 1889, quando foi fundada. Iniciou suas atividades produzindo os primeiros pneus desmotáveis, que não necessitavam de cola na ligação com os aros, segundo o blog Mundo das Marcas3. 

O Homem Michelin, conhecido também como Bibendum, nasceu em 1898 e desenvolvido pelo artista francés O’Galop (pseudônimo de Marius Rossillon). André Michelin, um dos fundadores da empresa, encomendou a criação do personagem depois que seu irmão Édouard observou que a forma de pneus empilhados assemelhava-se à uma figura humana. Hoje, tornou-se uma das marcas mundiais mais reconhecidas e é representado em mais de 150 países.

Todo esse prestígio e imagem de bom samaritano do mascote esconde um passado negro. Originalmente, o boneco Michelin não passava de um amontoado de pneus burguês, festeiro, beberrão, fumador de charutos, com caros anéis em seus dedos e óculos antigos, inspirados nos de seu dono, André Michelin. Porém, todas estas características não eram tão mal vistas naquela época, pelo contrário, o mascote representava uma classe em ascensão do final do século XIX, os poucos indivíduos que possuíam poder para comprar um automóvel.

O site da Michelin4 traz algumas informações sobre o mascote. Sua primeira aparição foi em um cartaz de 1898. O Homem Michelin aparecia oferecendo um brinde com a chamada “Bibendum Nuc est” (agora é hora de beber). Em sua mão direita, uma taça cheia de restos de estrada, que se parecia com pregos, entulhos e cacos de vidro. Fechando a peça, o slogan “Le pneu Michelin boit l’obstacle” (o pneu bebe o obstáculo). O conceito demonstra claramente a resistência dos pneus em relação aos concorrentes de uma forma muito diferente das vistas atualmente, capaz de provocar, até mesmo, estranhamento. 


O apelido Bibendum foi dado meses mais tarde durante uma corrida automobilística. O piloto Théry, ao ver passar André Michelin, exclama: “Olha lá o Bibendum”. O nome fica conhecido e passa a denominar o mascote.


Com o passar dos anos, Bibendum deixa as bebidas, os charutos e passa por inúmeras transformações conforme a evolução sociocultural da própria sociedade. Passou de gênio à até mesmo astronauta. Curioso perceber sua aparência. Provavelmente, seus idealizadores optaram pela cor branca de seus pneus já que o carbono, que atribui a coloração preta ao produto, foi adicionado apenas depois de 1912. Antes disso, os pneus possuíam uma cor cinza clara, levemente bege e translúcida. Porém, mesmo depois dos pneus tornarem-se negros, sua cor branca foi mantida e assim persiste até os dias de hoje.


A partir do final de 2009, o personagem muda novamente. Adquire postura heróica, confrontando vilões e perigos encontrados pelos motoristas, tais como a bomba de gasolina maléfica e a estrada esburacada. Torna-se um verdadeiro super-herói, um pouco mais magro e mais expressivo do que antes. Luta para aumentar a eficiência do combustível, da segurança e contra o desgaste dos pneus.



No próximo post do AtomicDesign, um pouco do meu trabalho na concepção de mascotes. Até breve!

Referências:

apresentação do mascote "Spertinho"



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Primeira arte postada. Desde 2005, sou responsável pelas ilustrações deste mascote conhecido como Spertinho. Ele foi criado para estabelecer um vínculo maior com o público de uma das maiores concessionárias Honda do interior de São Paulo: a Sperta Moto, com sede em Araçatuba/SP.

Como nome diz, ele é um rapaz esperto, dinâmico e que valoriza a liberdade; seu grande capacete vermelho é o maior destaque e sua roupinha evoca o espírito do Brasil, com as cores da bandeira. Quase sempre, leva consigo uma mochila verde, o que deixa claro que usa sua Honda para todas atividades, inclusive no trabalho. Nesta ilustração, minha intenção foi demonstrar o espírito alegre e ousado do mascote, aproximando-se ao máximo com o estilo de vida "skateboard".

Em breve, posto mais ilustrações deste mascote serelepe ou, então, você pode dar uma espiada no meu flickr: http://www.flickr.com/photos/luisprates onde encontrará dezenas delas. Até breve!
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