até onde vai a curiosidade?



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Olá galera!

Desta vez, o Atomic falará um pouquinho sobre uma técnica de marketing que tem se expandido com a proliferação das redes sociais na internet. Por fim, mostrarei alguns trabalhos recentes desenvolvidos por mim junto à equipe da Pontual Propaganda, utilizando-se deste intrumento para atrair a atenção das pessoas.

Chamar a atenção. Toda campanha publicitária nasce com esse intuito, afinal, de que vale uma brilhante ideia se ela passa despercebida aos olhos dos consumidores. Existem várias formas de alcançar esse objetivo, mas uma delas é capaz de ir além: os Teasers não só despertam a atenção mas também a curiosidade dos receptores da mensagem. E isso é incrível!

"teaser (em inglês "aquele que provoca" (provocante), do verbo tease, "provocar") é uma técnica usada em marketing para chamar a atenção para uma campanha publicitária, aumentando o interesse de um determinado público alvo a respeito de sua mensagem, por intermédio do uso de informação enigmáticas no início da campanha" (Wikipédia).

As mídias em geral aproveitam-se muito bem da curiosidade das pessoas há muito tempo. Quantas vezes você já não passou a madrugada lendo um livro porque a cada final de capítulo uma frase provocava seu desejo em saber o que iria acontecer? E nas novelas? Os mocinhos sempre estão em sérios apuros e só no próximo episódio saberemos o que de fato ocorreu.

Apenas recentemente, a publicidade tem explorado melhor essa técnica, muito em função de sites como o Facebook e o Twiter, que facilitam e barateiam esse tipo de ação.

Teaser de lançamento do Gol Geração 5 (2008) com a frase messiânica "Ele está chegando".

OWC Macworld 2007 Mac ModBook Teaser
Um bom teaser esconde as formas de seu produto... e por que não usar um pano vermelho sobre ele?!? Lançamento do primeiro Tablet da Apple nos Estados Unidos (2007).

E quem não se lembra do teaser "Por que a lata da Brahma é branca?". Bem bacana porque não deixava bem claro a futura mudança na cor da latinha.

Brincando com a curiosidade alheia

Em junho deste ano (2011), todos os criativos de onde trabalho se reuniram para um brainstorm. O objetivo era divulgar de forma impactante o novo endereço da agência em Araçatuba/SP. Foram criados três modelos de teaser, que tornaram-se outdoors, anúncios, e-marketing e que também estiveram presentes no Facebook. Clique nas imagens para ampliá-las.




Depois de algumas semanas, foi revelado do que se tratava todo o papo sobre o Chile:


O feedback da campanha foi excelente, surpreendendo a todos. O sucesso foi tamanho que sugerimos algo parecido a um cliente da agência. Infelizmente, não posso revelar quem é o "misterioso". Mas o teaser, que acaba de sair do forno, você confere aqui, no Atomic.


Curioso? Em breve, posto aqui a revelação. Uma ótima semana a todos. Até a próxima!

sexo & design . segunda parte



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Olá galera!

Estamos de volta ao Atomic! Desta vez, com a segunda parte do post sobre a relação "propaganda e design com a sexualidade", contando um pouco sobre a história dessa evolução e de como as pessoas se tornaram mais abertas a esse tipo de informação.

Passada a Segunda Guerra, as coisas ficaram realmente mais picantes! Uau!


O grande divisor de águas na difusão do sexo em mídias populares aconteceu com o lançamento da revista Playboy, em 1951. A publicação tornou-se porta-vós e ditadora de tendências e desejos no universo masculino. Sua primeira edição teve Marilyn Monroe como destaque e o sucesso nasceu garantido.


O que antes era considerado pornografia, com a Playboy tornou-se arte para a cultura popular, o que refletiu diretamente na publicidade e propaganda. Na época, alguns anunciantes nem se preocupavam em contextualizar as imagens sugestivas com o produto divulgado; utilizava-as apenas com o fim de chamar a atenção do público masculino. Exemplo disso, é este anúncio da Sony Eletronics veiculado em 1971. Vender um radinho AM/FM fica bem mais fácil assim, né? Pelo visto, era!


Na década de 70, a revolução sexual se manifestava através da onda hippie e do Woodstock. Uma prova dessa mudança de paradigmas foi o surgimento do primeiro boneco masculino destinado às meninas: o Baby Brother. E seu anúncio de lançamento não foi menos provocativo que o próprio produto: o boneco aparecia completamente nu.

Anúncio de lançamento do Baby Brother Tender Love da Mattel para a revista Woman's Day (1976).

Segundo a empresa americana de pesquisa Gallup & Robinson, a iniciativa causou um verdadeiro furor. Muitos pais reclamaram: "Jamais compraria esse boneco e jogaria ele fora se alguém me desse".  Porém, segundo o instituto, apesar dos inúmeros comentários negativos, o mesmo resultado não surtiu nas caixas registradoras da Mattel.

Na mesma época, indústria de peças intimas já se sentia a vontade em explorar o sexo, tanto masculino, quanto feminino. A temperatura esquenta!

Anúncio clássico da marca de lingeries Maindenform's Bras para a revista Life (1963).


Anúncio da Calvin Klein Underwear para a revista People (1983).

A partir da década de 80, o sexo passa a ser visto não só como uma forma de se obter prazer, mas também como diversão. Os anúncios passam a sugerir o ato sexual e a indústria de cosméticos não fica de fora.

Anúncio do perfume Charlie, da Revlon, para a revista Madeimoselle (1987).


Anúncio do perfume Jovan Musk para a revista Playboy(1989).


Anúncio dos batons Cover Girl para o Ladies Home Journal (1978).

Este último anúncio obteve ótimos resultados para a marca Cover Girl, apesar do explícito apelo sexual (e da preocupação dos gerentes da marca), comprovados pela Gallup & Robinson. Após o sucesso da campanha, diversas marcas repetiram a mesma fórmula.

Já neste anúncio do Viagra (1999), percebe-se o quanto o sexo evoluiu na propaganda. Deixou de ser apenas um instrumento para atrair o público e passou a representar não só o cotidiano das pessoas, mas também, suas vidas.


Quando bem utilizada, o sexo em publicidade é uma técnica poderosa que atrai, comunica e persuade. Porém, esse poder, quando mal empregado, pode gerar um rombo na imagem do anunciante. Os consumidores percebem quando a propaganda é de mau gosto e simplesmente rejeitam a marca.

Seria necessário, por exemplo, uma imagem tão apelativa como esta para incentivar o vegetarianismo? No título, temos: "Apimente sua vida. Seja vegetariano".

Anúncio criado para a Peta, ong dedicada aos direitos dos animais.

E o que dizer deste anúncio da Puma?  Quantos valores foram atropelados com essa imagem? Quantas campanhas de Sexo com Camisinha ele simplesmente desconsiderou?


E o por que não mexer com nossas fantasias? Brincar com a imaginação? Tornar o sexo divertido? Temos um ótimo exemplo de tudo isso na campanha "Sexo não é um acidente" criada recentemente para a MTV, que vai exatamente na contramão daquela criada para a Puma.




E é neste ponto que terminamos nosso post sobre Sexo & Design, conscientes de que tanto a publicidade quanto o design gráfico refletem as atitudes da sociedade muito mais do que as criam. Talvez seja o momento de abandonar certos preconceitos. Claro que nem tudo são flores, há muitas peças desrespeitosas circulando por aí, mas basta um pouco de discernimento dos consumidores e muita imaginação e responsabilidade dos profissionais de marketing e design.

Referências:
• Reichert, Tom, 2002 - Annual Review of Sex Research.
• Site: Mundo das Marcas (Link: http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/2006/05/playboy-o-prazer-masculino.html).
• Site: Gallup and Robinson. Advertising and Marketing Research (Link: http://www.gallup-robinson.com).
• Site: A. Friedman, Herbet - Sex and Psychological Operations (Link: http://www.psywarrior.com/sexandprop.html).
• Site: Publistorm (Link: http://www.publistorm.com/mtv-sexo-nao-e-por-acidente)

sexo & design . primeira parte



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Olá, galera!

Depois de um tempo sem atualizar o blog, o Atomic retorna com um tema que é um verdadeiro tabu: a relação entre o sexo e o design gráfico. Se cada vez mais a sociedade aceita sua própria sexualidade, por que ainda é tão difícil e delicado deparar-se com imagens que exprimem sexo, sejam elas usadas como meras manifestações artísticas ou criadas para atrair consumidores em uma campanha publicitária?


É certo que o sexo é uma das necessidades humanas mais primitivas. Ele acontece de modo natural e instintivo. Porém, isso acontece apenas na teoria, já que, através dos anos, fatos históricos nos ensinaram a evitá-lo e, até mesmo, repudiá-lo. Dentre todos eles, a evolução do Cristianismo destaca-se como o mais influente: "O corpo é considerado a prisão e o veneno da alma. À primeira vista, portanto, o culto do corpo da Antiguidade cede lugar, na Idade Média, a uma derrocada do corpo na vida social" (trecho do historiador Jacques Le Goff, 1924).

Afresco demonstrando a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden (Michelangelo, 1509)

Já em períodos capitalistas, a sociedade gradativamente passa não só a tolerar mais o sexo, mas também a se interessar por ele. Acredito que com tanto tempo de repressão, as pessoas passaram a guardar suas fantasias para repentinamente liberá-las. Esse fato não passaria despercebido pelo mercado publicitário.

Em 1985, a empresa W. Duke & Sons realiza uma ação inovadora: a inserção de cartões comerciais em seus maços de cigarro com senhoritas realmente provocantes (Ok! Nem tão provocantes assim... mas pra época, sem dúvida). Alguns anos depois, a marca tornou-se a líder mundial em cigarros.


Aos poucos, marcas dos mais variados produtos optaram por um apelo mais sensual em sua comunicação, como forma de seduzir seus públicos-alvo (destaque para as da indústria do tabaco).

"Como você me deseja". Anúncio dos sabonetes Palmolive para a revista McCall's (1921).

Anúncio da marca Old Golds Cigarettes (1940).

Enfim, chega a Segunda Guerra. Neste momento, a propaganda deixa de lado o puritanismo e passa a ousar. O surgimento das pin-ups, fotos e ilustrações de mulheres em posições quase eróticas, é prova disso. Loiras sedutoras com pernas de fora acompanhadas de frases maliciosas eram encontradas até mesmo em anúncios de refrigerante.

Pin-up ilustrada por Peter Driben (1953).

Anúncio da marca Royal Croww Cola para a revista Life (1949).

Anúncio dos isqueiros Zippo para a revista Saturday Evening Post (1951).

E não para por aí! Durante as batalhas, tanto os grupos militares dos Aliados e do Eixo despejavam panfletos com conteúdo pornográfico em território inimigo afim de desmoralizá-lo. Geralmente, mostravam soldados em atos sexuais obscenos com as esposas dos combatentes inimigos, deixadas em seus lares. Dentre todas, a mais criativa e curiosa mostrava uma inglesa trajada apenas de um chapéu militar e segurando um jornal americano (Times). Espantava-se ao ver seu reflexo no espelho: uma mulher judia fazendo micagem. No reflexo, a palavra "Times" tornava-se "Semit"(Semita). O objetivo dos alemães não era apenas ridicularizar as mulheres dos soldados britânicos, mas também dizer que esses estavam lutando a Guerra pelos Judeus.


Para o azar dos militares, estes impressos maliciosos não surtiram o efeito desejado. As tropas inimigas não se sentiram desmotivadas, pelo contrário, desejaram ainda mais a queda do inimigo. Contudo, o resultado desta ação foi ainda mais surpreendente: as pessoas em contato com os panfletos se sentiram estimuladas por seu teor sexual. Eles tornaram-se um sucesso, com direito a colecionadores... e inúmeros soldados e civis excitados (rs).

Mais uma prova da efetividade do sexo na comunicação e no design. Para quem se interessar, há inúmeras artes deste período (muitas realmente picantes) no site: http://www.psywarrior.com/sexandprop.html.

Na segunda parte do Sexo & Design, avançaremos mais no tempo e veremos a evolução da "arte proibida" através do século 20, culminando na atualidade. Até a próxima!

Referências
• Le Goff, Jacques, 1924 - Uma história do corpo na Idade Média.
• Reichert, Tom, 2002 - Annual Review of Sex Research.
• Porter, Patrick G, 1971 - Advertising in the Early Cigarette Industry: W. Duke, Sons & Company in Durham.
• Site: Gallup and Robinson. Advertising and Marketing Research (Link: http://www.gallup-robinson.com).
• Site: A. Friedman, Herbet - Sex and Psychological Operations (Link: http://www.psywarrior.com/sexandprop.html).

inteligentes como gente



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Depois do longo post sobre mascotes, retorno ao Atomic para mostrar um dos trabalhos mais complicados, em termos técnicos, que já desenvolvi: as campanhas da Agropecuária Jacarezinho, cliente da agência onde trabalho.

A Agropecuária Jacarezinho é uma das líderes do setor de produção de sêmen, inseminação artificial e seleção de bovinos geneticamente superiores. Cria animais reconhecidos por vários certificados importantes na área onde atua.


A agência Pontual Propaganda (Araçatuba/SP) foi responsável pela comunicação da Jacarezinho durante anos, realizando diversos trabalhos. Dentre eles, os que mais se destacaram foram as campanhas que utilizavam ilustrações de animais bovinos agindo como se fossem humanos.

A princípio as belas imagens eram produzidas pelo designer e ilustrador, Renato Nascimento (algumas delas podem ser conferidas em seu portfólio pessoal: www.ilustrando.com.br). Após seu afastamento da agência (não, ele não foi demitido - rs), ficou sob minha responsabilidade prosseguir com o material. O que foi um grande desafio.

Lápis e papel na prancheta, um scanner potente (nem tanto) e horas de trabalho foram necessárias para que a campanha de Leilão de Touros daquele ano ficasse pronta. (Obs. Confesso que fiquei um pouco intimidado devido à grande qualidade do trabalho anterior). O objetivo desta nova ilustração era fortalecer o conceito recém-criado Animais com Formação Superior. Na imagem, um jovem touro feliz recebe seu diploma e é assistido por uma grande platéia. Clique nas artes para ampliá-las.

Arte para o 15º Leilão de Touros Jacarezinho. Animais com formação superior.

No ano seguinte, mais um leilão, mais um desafio. Desta vez, nosso touro já estaria no mercado de trabalho e muito bem sucedido. Nasce o conceito Animais bons de negócio. O cliente aprovou!

 Arte para o 16º Leilão de Touros Jacarezinho. Animais bons de negócio.

Imagem aproximada. O logotipo da Jacarezinho está presente em vários detalhes.

Já em 2011, aproximando-se do próximo leilão, foi decidido manter a ideia de Animais bons de negócio, mas com nova abordagem, relacionada à fertilidade dos touros criados pela empresa. Para representar nada melhor que o másculo Touro Jacarezinho passeando de carro com várias vaquinhas apaixonadas. Muito espertinho!

 Arte para o 17º Leilão de Touros Jacarezinho.

Imagem aproximada. Nada de bebidas alcoólicas, as vacas bebem água.

Espero que tenham gostado das imagens. Logo, o AtomicDesign retorna com mais bate-papo e apresentações de trabalhos meus. Até breve
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